Skip to content →

66 caminhos para um futuro com mais diversidade

Este é o último dos posts especiais de janeiro! (O quê, janeiro já foi? Gente!) Separei vários links sobre assuntos que não estão ligados diretamente à escrita, mas deveriam ser leitura obrigatória para quem escreve. Aqui você vai encontrar feminismo, inclusão, luta racial, inteligência artificial e um futuro brilhante.

Veja também: 49 dicas para quem escreve profissionalmente
99 Dicas sobre Vida Criativa e Produtividade
99 Dicas sobre literatura, escrita e publicação!

Quer receber a cada quinzena algumas recomendações sobre vida criativa? É só deixar o seu e-mail aqui!

Receba a Newsletter do Viver da Escrita!

* indicates required



Das lutas de cada uma

Das lutas de cada uma. – Por Ana Cristina Rodrigues
Luto para que mulheres (e outras pessoas invisibilizadas seja por sua cor, por seu gênero, por sua sexualidade e por vários outros motivos) sejam ouvidas e vistas na literatura. Principalmente no que chamamos de literatura fantástica.

3 coisas que você de saber antes de escrever protagonistas femininas Por Lady Sybylla

Nikelen Witter – A propósito do estupro em obras de ficção – Um artigo muito bem estruturado sobre o assunto. Leitura obrigatória.

Camila Fernandes – “Nós sempre lutamos”: desafiando a narrativa de “mulheres, gado e escravos” – Tradução do ensaio “We Have Always Fought”: Challenging the “Women, Cattle and Slaves” Narrative, de Aidan Moher. (Novamente) sobre como as mulheres foram apagadas das narrativas da história do mundo.

As possibilidades invisíveis da literatura – Um belo raciocínio sobre o poder e o simbolismo das histórias, por Aline Valek, usando como base o livro "Alif, o Invisível".

O Machismo das Ausências – Aline Valek: "Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?” Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar."

Faça melhor: violência sexual na ficção científica e na fantasia – Sarah Gailey, tradução de Rodrigo Assis Mesquita: "Eu quero gritar com autores para que deem às suas personagens femininas arcos mais dinâmicos e interessantes. Eu quero fazer um discurso e perguntar por que personagens femininas podem estar sujeitas a violência sexual, mas não a violência física; e então eu quero responder a minha própria pergunta com meus lábios no microfone: é porque bater numa mulher é tabu, mas estuprá-la não."

De nerd-filha a nerd-mãe e o que aprendi com isso – Sarah Helena: "Eu sou uma nerd que aconteceu de também ser mãe. E aconteceu de ser também a mãe de alguém que se identifica com a mesma tribo. Acredito que o grande ponto é que para mim, ser nerd significa ser apaixonado pelas coisas. Não ter vergonha de admitir o quanto é poderoso o gênio humano e como podemos criar coisas incríveis."

Sleeps With Monsters: Strong Female Characters and the Double Standard
But show me a female character whose major characteristics are competence with violence, willingness to defy authority, and the occasional ability to make entertaining banter, and I’ll show you a character who—I am willing to guarantee you—has been dismissed as entirely lacking depth, or as a “man with breasts,” or criticised for being insufficiently well-rounded, or not really “strong.”

Seanan McGuire – Coisas que eu não farei com as minhas personagens. Nunca. – A autora conta que um leitor perguntou quando as personagens seriam estrupradas. Não SE. QUANDO.

On the subject of Man Pain – S.L. Huang: "There’s a fan term called “manpain” that fascinates me. It refers to the phenomenon of a media property that excessively and self-centeredly focuses on a male character’s angst after tragic events happen to the people around him. As the linked Fanlore definition says, “I’m a dude, this is my pain, this is the REASON FOR ALL MY DOUCHITUDE, BEHOLD MY EPICNESS AND DESPAIR … sometimes it leads to sitting in the dark, brooding.”

Mother, Writer, Monster, Maid – Rufi Thorpe aborda a questão "criação literária versus maternidade": Then there was Kim Brooks’ “Portrait of the Artist as a Young Mom,” on New York magazine’s The Cut, in which she argues that there may be something fundamentally at odds between art and family, specifically that “the point of art is to unsettle, to question, to disturb what is comfortable and safe. And that shouldn’t be anyone’s goal as a parent.”

Rejected Princesesses – O que acontece quando alguém que trabalhava com animação (programação, sem conhecimento artístico) começa a desenhar heroínas reais que nunca ganhariam destaque em um blockbuster? PRINCESAS DIVERSAS INCRÍVEIS!

Sobre outros gêneros, cores e visões

12 Fundamentos para escrever o outro – Artigo de Daniel José Older, com tradução de Claudia Dugim, com referências brasileiras.

Seu personagem é macho? – Autores, vamos sair do piloto automático e colocar mais mulheres na trama? Sério, existe uma razão especial para que sejam homens? Pois quase sempre parece necessário ter uma razão especial para que eles não sejam homens, ou para que não sejam homens brancos, cissexuais, heterossexuais, padronizados.

Linguagem Não Binária ou Neutra – É difícil escrever com gênero indefinido em português. Quase todos os adjetivos carregam o gênero e muitos dos substantivos relacionados a pessoas também (escritor/escritora, por exemplo, quando em inglês writer vale para ambos). Quero trabalhar com linguagem mais inclusiva, tanto na Trasgo quanto no Viver da Escrita, mas sem tornar a linguagem impessoal, e ainda estou estudando como fazer isso.

Vamos usar “E” para o gênero neutro? – Gênero neutro é algo que tento estudar o máximo possível, e tento usar em meus textos, mas ainda tenho muito a aprender. E, para variar, essa é uma questão polêmica onde não existe um consenso nem quanto às regras, nem sobre quando seria apropriado utilizá-las.

Princesas em armaduras e a tal da socialização!E é exatamente sobre isso que venho falar, sobre a socialização masculina, apontada como forma de minimizar os problemas de mulheres trans, ou mesmo nossas conquistas e capacidades, argumentos emitidos por quem vê a situação de fora, com um ponto de vista puramente analítico sem entender as particularidades do processo. E quando tais particularidades são apontadas, a resposta geral é “exceções não contam!”.

4 Armadilhas a serem evitadas ao criar personagens trans (versão para ficção científica e fantasia) – Ashley Lauren Rogers, com tradução de Rodrigo Assis Mesquita: "Nenhuma pessoa, a despeito de sua identidade, é uma pessoa de uma questão só. Personagens principais devem ser bem desenvolvidos. Nós temos lugares onde trabalhamos, temos coisas que gostamos de fazer, coisas nas quais somos excepcionais e coisas nas quais somos péssimas. Nós podemos ter alergia a amendoim!"

A ficção permite que outros sejam os monstros que nós somos – Ótima provocação de Rodolfo Viana. "Talvez isso explique nossa flexibilização da moral diante de um texto de ficção. Um livro tem a capacidade de criar empatia entre uma figura desprezível e o leitor — são unha e carne, na verdade."

Existe esperança – Jim AnotsuSério que o caminho para se proteger é causar ainda mais violência? Que a única forma de um ser humano não acabar com a vida do outro é se ele tiver medo do próximo? Tipo, não vou matar aquele gay porque ele pode ter um rifle, ao invés de: Não vou matar porque é errado. Acho que a gente já viveu tempo demais na sombra de tanto ódio, tanto raiva e tanta fúria. Chegamos ao ponto em que pessoas boas, que nunca machucaram outros e que levam suas vidas normalmente, podem ser mortas porque ousam "amar diferente".

Dia da consciência negra, cultura pop e bla bla bla… – Jim Anotsu: "Eu cresci me sentindo inadequado justamente por não me ver nas obras de ficção, por não me sentir parecido com nenhum herói da cultura, apenas com os vilões, palhaços e drogados que viviam de golpes e não tinham estrutura familiar. E como uma criança que vivia numa família com assinatura da Veja e do Estado de Minas, eu ainda não tinha contato com cinema alternativo, livros importados, animes por streaming e seriados de todos os países do mundo, início dos anos 2000, a internet não era lá essas coisas."

Não se mate ainda, não – Gregório DuvivierNão se mate ainda, não. Apesar de tudo de ruim que pode haver no mundo, dos Bolsonaros e Temers e Trumps, é sempre bom lembrar que, salvo exceções, o mundo está progredindo, sim. Devagarinho, claro. Mas está. Claro que está.

Toda amplitude do que é ser humano ou Porque criar personagens diferentes de você mesmo – Lucas Ferraz: "É mais fácil nos fazer protagonistas e nos colocarmos em situações fantásticas e absurdas que só poderiam acontecer na ficção. Na minha opinião, o que separa um grande escritor dos demais, é sua capacidade de, eventualmente, negar essa facilidade e passar a criar personagens diversos, de outros gêneros, raças ou orientações sexuais, e fazê-los saltar das páginas de um livro como se fossem alguém de carne e osso."

A Narrativa da Volta por Cima – Aline Valek: "Ah, mas a mídia ama a narrativa da volta por cima. Rende matérias emocionantes, que, por sua vez, rendem audiência, que rendem anunciantes, que rendem dinheiro. E, de quebra, promove o mito da meritocracia, que basta se esforçar que você consegue, apesar de todas as adversidades."

Steven Spohn: I Am Not Your Plot Device – Com o lançamento do filme "Como eu era antes de você", o escritor Steven Spohn explica como uma obra que trata de diversidade pode ser algo terrível, que reforça estereótipos e brinca com os piores medos daquele grupo.

Elsa S. Henry: So, You Wanna Write A Blind Character? – A autora cega Elsa S. Henry passa algumas dicas para construir personagens com deficiência visual: Write blind people who are frustrated fourteen-year-old girls who want to fight the system, write blind people who are high ranking CEO’s ready to take down the world for their own profit, write blind people who are smart or who aren’t. Write blind folks who can ride wyverns, or who can ascend mountains with their trusty guide direwolves.

Idris Elba’s Keynote speech to Parliament on Diversity in the Media – O ator compareceu no começo do ano ao parlamento inglês para falar sobre diversidade na mídia, em um discurso épico e lindo. I was busy, I was getting lots of work, but I realised I could only play so many “best friends” or “gang leaders”.

How Many White People Does It Take to Ruin a Good Joke? – Jazmine Hughes: "But as a black woman, there’s also another, more elemental reason for telling jokes at white people’s expense. The reason is not that I hate white people (some of my best friends are white!) but that this sort of racialized humor is an instrument that people of color can use to placate themselves in the face of the overwhelming reality: It’s just better to be Caucasian. By making fun of white people, people of color can, in a small way, push back against stereotypes, opposing racial humor by inverting it."

In Defense of Villainesses – Sarah Gailey: "Her hair is done. Her makeup is flawless; her coat, luxurious. She’s single. She’s thin or she’s fat or she’s muscular or she’s old or she’s young but she’s never ever cute or soft or scared of you.She’s hungry. She wants money, and she wants more luxurious coats, and she wants power. She wants to sit in the chair that is currently occupied by whoever’s in charge, and she doesn’t want to wait for the world to give her that throne. She doesn’t have time for that. She’s not going to wait. She’s going to take it."

There is No Secret to Writing About People Who Do Not Look Like You – Brandon Taylor: "If you cannot write other without the assistance of a dedicated team of marginalized people to check your every sentence, then you should likely interrogate the writing that is about self. "

The Veil Between Me And The World – Uma conversa sincera entre quatro mulheres muçulmanas sobre o hijab. É apenas uma peça de roupa? É um símbolo? É mais complicado que isso: "As the most visible “symbol” of Islam, popular discourse has rendered the hijab a locus for racial, religious, social and political identity. In 2008, Cooke wrote that the veil, or hijab, had become a “marker for essential difference” for Muslim women. The Muslimwoman becomes a canvas for whatever images/identities may be projected onto her, whether those come from Muslims or non-Muslims; everything else becomes subsumed under this Muslimwoman identification. What becomes invisible when the Muslimwoman is visible?"

Gay Romance Novels Are Not Queer Romance Novels – Um desabafo de Brandon Taylor sobre como pessoas cis escrevem romances gays não apenas rasos, mas distantes da realidade. Algo como "um romance hetero entre dois gays".

A Short Guide to Trans Representation in Media – Pessoas cis têm escrito personagens trans de forma tão bagunçada que Mags Visaggio abre o debate: "There’s a big difference, and it’s one that a lot of people don’t get. "Stories with trans people" and "trans stories" both have important functions. But the former is kind of what we need to be focusing on right now — and anyway, its the proper place for cis creators to play."

Beyond Happily Ever After: Why Divorce Needs to Be An Option in Fantasy Fiction – Anise K. Strong com uma provocação interessante: qual o impacto que uma particularidade como a existência (e aceitação) do divórcio pode ter na construção de mundos fantásticos?

Why We Don’t Italicize Spanish – Daniel José Older explica por que não usou itálicos em "Long Hidden" e outras obras: sobre a naturalidade do estrangeirismo na linguagem.

Ainda é tempo de aprender

Encontro Irradiativo – Impressões de um homem branco cis hétero – Esse post não está no Viver da Escrita, mas em meu blog pessoal. Tem algo sobre criação de personagens e outras coisas mais importantes.

Há livros que nos fazem mal? – Uma bela reflexão. Ainda que eu não concorde com tudo, vale a lida sobre a infantilização da sociedade.

52 autoras para ler em 2016 – E já que estamos no assunto, listão de autoras para ler, em vários estilos.

Aline Valek – Em defesa das fanficsA existência das fanfics evidencia como a leitura está longe de ser uma experiência passiva; a decodificação e interpretação da história são partes essenciais de sua construção. Quem escreve precisa de quem lê. Uma história só está completa quando chega aos leitores. Essa co-criação já está presente na experiência ativa da leitura; a fanfic apenas a extrapola.

Octavia Butler, a mulher com o poder de escrever o futuro – Uma apresentação escrita por Aline Valek sobre a primeira autora negra de FC a ser reconhecida mundialmente.

Ana Cristina Rodrigues – Sobre livros de mulherzinha… – Já passou da hora de acabar com o preconceito contra chick-lit, romances e "subliteratura" (com um milhão de aspas). Por que a gente reluta tanto em admitir que gosta? Primeiro, por sermos ensinadas desde bem cedo que ser mulher é errado, é menor, é pior.

Eles são todos uns cretinos – Denis R. Burgierman: "Subitamente, bilhões de mentes humanas estão separando o mundo inteiro entre amigos íntimos – de quem toleramos tudo e amamos incondicionalmente – e inimigos mortais – que não estamos dispostos a sequer ouvir e queremos ver esmagados."

Chimamanda Adichie: o perigo de uma única história – Nossas vidas, nossas culturas são compostas de muitas histórias sobrepostas. A escritora Chimamanda Adichie conta sobre os perigos da história única. Ela chega ao âmago da questão dos estereótipos: eles são um problema porque são uma visão única repetida ad eternum.

Por que nerds são tão sexistas? – Um bom artigo inicial para começar a enxergar como a cultura machista (e homofóbica) afeta os jovens. "Enquanto isso, segundo Pascoe, os homens que não conseguem se encaixar em definições tradicionais de masculinidade projetam seu fracasso para pessoas que definem culturalmente como inferiores a eles. Esses grupos de homens geralmente participam de práticas homofóbicas, sexistas e transfóbicas na cultura dos fandom."

Precisamos falar sobre clichês – Por algum motivo (talvez porque brasileiros adorem escrever coisas trevosas) eu recebo muitos contos de terror para avaliar. E como se esse já não fosse o meu gênero menos favorito, é recheado, lotado, abarrotado de clichês. Vamos falar um pouco sobre eles?

Lista de escritoras negras brasileiras

What to do when you’re not the hero any more – Nas palavras da @tassitassi, "Esse texto tem tantas vitórias que eu nem consegui contar." From Star Wars to Mad Max, a new, more diverse kind of storytelling went mainstream this year – and the backlash shows how much it matters.

What Fiction Can Do For The Writer And The Reader – Chuck Wendig: "The power of fiction is a slippery, elusive thing — what it provides is not scientific, and often ephemeral. But stories matter. Stories shape the world. And sometimes we don’t necessarily realize how it’s shaping the world — or how it’s shaping us as the writer and those who read what we put out there."

In Which We Are Thankful For The Legacy Of Others – Chuck Wendig – Uma lição de humildade e um tapa na cara. Tudo o que você já escreveu e um dia escreverá na literatura de gênero, você deve àquelas que vieram antes. Seja mais respeitoso e menos babaca.

Enough With the Canon – O tal "Canon" em obras da cultura pop mais atrapalha do que ajuda. Se nem na História conseguimos definir uma única verdade, para que tentar definir "uma linha do tempo verdadeira" para coisas irreais? Para excluir pessoas e se sentir importante. Feio isso, viu?

Recipe for a shooting – Chuck WendigIt begins with men. Young men, usually. (This is a recipe that simmers a long time on the stove.) You teach them that the world was made for them. That they own it and can do what they want and take what they desire. You also teach them that they are not allowed to express themselves. Doing that is to be like a woman, and men are told that they are very explicitly not women. Men own everything, remember. It is their right to own and to want and to take.

7 Worldbuilding Tropes Science Fiction and Fantasy needs to Stop using – Uma lista de clichês que começa com "The Evil Empire of Evil Evilness" e termina em "The Precursor Civilisation" não pode estar errada.

It wasn’t for me – Austin Kleon mandando aquele conselho maroto para a vida: só porque você não gostou de um livro, ilustração, quadro, filme, não significa que ele seja ruim. Só não era para você.

Inteligências artificiais vão salvar o mundo?

Studio 360: The pioneers who are making the first virtual-reality narratives. – Já que estamos falando de realidade virtual, já pensou em quem serão os escritores, diretores, designers e programadores que vão desenvolver as experiências narrativas em realidades imersivas? Fascinante!

When The Data Bubble Bursts, Companies Will Have To Actually Sell Things Again – Douglas RushkoffHow can a company with no revenues still make money? It’s not a trick question. The answer is at the very foundation of the digital economy: advertising.

The Computer, The Network and the Economy – Seth Godin: For the rest, though, the first brick in the wall is clear: Either you serve the computer or it serves you. It happened to machine tool operators and to radiologists as well. It happened to travel agents, to lawyers, to the local shopkeeper as well. And the network? What about the connection economy?

The Hack that could take down NYC – Um texto realisticamente assustador, sobre como as tecnologias integradas (já existentes e em uso) poderiam ser hackeadas a ponto de parar uma metrópole como Nova Iorque (ou São Paulo, por que não?).

About Technology – Lindo artigo de Ursula Le Guin sobre como os críticos (e nós mesmos) têm uma visão limitada sobre a palavra "tecnologia" — todo produto da cultura é tecnologia.

How technology disrupted the truth – Vivemos na era da "pós-verdade"? Como navegar na época em que uma mentira no Facebook ganha mais relevância que uma verdade jornalística?

Is Artificial Intelligence Permanently Inscrutable? – Aaron M. Bornstein sobre como não é possível entender e analisar decisões de algoritmos que aprendem sozinhos. O que isso significa para o nosso futuro?

Eleven Reasons To Be Excited About The Future of Technology – Chris Dixon num artigo curiosamente otimista sobre o futuro. Bom para sair da caixinha da distopia.

The empty brain – Robert Epstein argumenta que a singularidade está bem mais longe do que imaginamos: o cérebro não é um computador. "By the 1500s, automata powered by springs and gears had been devised, eventually inspiring leading thinkers such as René Descartes to assert that humans are complex machines. In the 1600s, the British philosopher Thomas Hobbes suggested that thinking arose from small mechanical motions in the brain. By the 1700s, discoveries about electricity and chemistry led to new theories of human intelligence – again, largely metaphorical in nature. In the mid-1800s, inspired by recent advances in communications, the German physicist Hermann von Helmholtz compared the brain to a telegraph."

Deep Learning Is Going to Teach Us All the Lesson of Our Lives: Jobs Are for Machines – Scott Santens: Com o avanço das inteligências artificiais, vem aí a maior crise de desemprego da era moderna. Hora de reinventar o trabalho.

Fuck Work – James Livingston: "Work means everything to us Americans. For centuries – since, say, 1650 – we’ve believed that it builds character (punctuality, initiative, honesty, self-discipline, and so forth). We’ve also believed that the market in labour, where we go to find work, has been relatively efficient in allocating opportunities and incomes. And we’ve believed that, even if it sucks, a job gives meaning, purpose and structure to our everyday lives – at any rate, we’re pretty sure that it gets us out of bed, pays the bills, makes us feel responsible, and keeps us away from daytime TV. These beliefs are no longer plausible."

Frase do dia: Pessimista a curto prazo, otimista a longo. As coisas vão ficar feias, depois vão melhorar.

Foto: #ZS , Fire At Will [Photography], michaelyan-, henk.sijgers (on when I can), bass_nroll, mbaldwinphoto Flickr via Compfight cc

Published in Referências no dia 9 de fevereiro de 2017

Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *