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99 Dicas sobre literatura, escrita e publicação!

Juntei os melhores links enviados na Newsletter Viver da Escrita sobre escrita, publicação, enfim, sobre este mundo maluco que é produzir literatura. Divirtam-se!

Este mês devo publicar mais algumas listas, focadas em redação publicitária, produtividade e uma sobre diversidade e futurismo. Então fiquem de olho aqui no blog e claro, mandem o link às amigues que escrevem! Fica aí, presente de ano novo! 😉

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Dicas de escrita

Em defesa da trama: Vonnegut e uma freira em apuros – Muitas vezes o que falta ao escritor é uma boa trama que amarre o leitor e o puxe pelo pescoço.

Moral da história: Um narrador intrometido – Quando o narrador é opinativo demais, ele mais atrapalha do que ajuda na narração. Sempre? Não, há duas situações específicas quando o narrador tem mais é que meter o bedelho em tudo!

Feedback: o recurso mais importante a quem escreve – Um texto no finalzinho do ano sobre leitura crítica, feedback e como encontrar leitoras para betar, avaliar e dar o retorno tão necessário à melhoria de qualquer escrita.

Re-re-revisandoSe em um primeiro rascunho, o impulso criador que a tudo dá a origem, erigimos da pedra uma forma rude, é apenas a partir de uma revisão constante, de novo e de novo, limando aqui, incrementando ali, mudando a forma e refazendo as partes, que pode-se fazer do bloco a estátua.

7 conceitos sobre o mundo das histórias – Este texto da Aline Valek é praticamente um minicurso de escrita e roteiro. Suspensão de descrença, jornada do herói, narrativas do herdeiro e escolhido e mais. Leia inteiro que vale a pena!

Criação de Personagens Orientada a Perguntas – Passado – Criar bons personagens não é fácil. Uma boa técnica é responder a uma série de perguntas para entender de onde vem e o que faz aquele personagem ser o que é.

A primeira versão sempre é horrível – Pequenos Deuses – Um bom conselho que não custa repetir: “Toda primeira versão é perfeita, porque o único objetivo da primeira versão é existir.”

Conselhos para não serem seguidos, de Eric Novello – Alguns ótimos conselhos. Ou não. 🙂

Nano – Como NÃO engajar o seu leitor – Uma boa compilação de alguns erros mais comuns que tornam uma história lenta e arrastada, como background excessivo e descrições demais.

Thiago Lee – Como estruturar sua história – Método dos Sete Pontos – Existem algumas estruturas básicas na narração. Neste artigo o Thiago detalha uma delas, em sete pontos.

Fábio Barreto – Como escrever um livro – Spoiler: o artigo não ensina a escrever um livro, mas explica bem cada um de seus elementos e vale a leitura!

12 Erros mais comuns nos contos de quem não foi publicado na Pulp Fiction – Vilto Reis, editor da revista Pulp Fiction, elencou os erros mais comuns dos contos enviados para a revista. São os mesmos problemas que encontro nos contos da Trasgo. Vou repetir isso mil vezes até entrar na sua cabeça: menos malabarismo de linguagem, mais enredo!

10 armadilhas de prolixidade a serem evitadas – Por que menos malabarismo de linguagem? Porque o resultado é, na maioria das vezes, um texto prolixo. E chato.

12 dicas para escritores iniciantes por George R. R. Martin – Para quem gosta de listas. Não concordo com pelo menos um terço dessa lista, mas ao mesmo tempo, não sou um grande fã de George Martin.

10 dicas e truques para criar personagens inesquecíveisFicção científica e fantasia são feitos de ideias legais e mundos fascinantes – mas essas coisas somente são tão boas quanto as pessoas que vivem ao redor e dentro delas. Como você cria personagens fictícios atraentes? É um desafio enorme. Mas aqui estão algumas dicas que podem tornar isso mais fácil.

Oficina do Eric Novello – Criação de Personagens – Uma abordagem que não tinha visto antes: pensar em seus personagens como Apolo e Dionísio.

A teoria dos mínimos e dos máximos, por Felipe Castilho – Falando no que está em jogo, Felipe Castilho dá a dica: quais são os mínimos e máximos da sua narrativa?

O que está em jogo? – Eu posso perder meu emprego. E com a esposa grávida no oitavo mês, meu Deus! O que você faria na minha situação? Recusaria a proposta? É muito fácil dizer “eu jamais faria isso” com os boletos pagos, o pote de ração da cachorra cheio e um carro automático na garagem. Mas e se você estivesse na minha situação?

5 Coisas que Aprendi Escrevendo e Publicando Lobo de Rua – A convidada Jana P. Bianchi abre o jogo sobre o marco zero de sua carreira profissional, uma fantasia urbana autopublicada, e conta como foi o processo e lições aprendidas.

Você vai casar com a ideia errada e escrever textos ruins – Diego Schutt: “Depois de uma semana inesquecível juntos, preenchido de certeza e euforia, ali mesmo, no seu quarto, sob a luz da tela do computador, tendo seus livros favoritos como testemunha, vocês se casam. Mas a lua de mel termina mais cedo do que você esperava.”

7 Fight Styles Every Author Should Know – Um apanhado bem superficial sobre alguns estilos de lutas. Só coloquei o link aqui para contar que no meu projeto atual, cada personagem tem um estilo bem distinto de luta, e pensar nas descrições diferentes é ótimo!

Writing Advice is Bullshit – Conselho de Chuck Wendig, autor de uma porrada de livros com conselhos de escrita. About the only provable thing you can say about writing is that to be a writer, you have to write, and hey, it’s probably a very good idea to finish most, if not all, the things you begin. My “secret to writing” message remains: WRITE AS MUCH AS YOU CAN, AS FAST AS YOU CAN; FINISH YOUR SHIT; HIT YOUR DEADLINES; TRY VERY HARD NOT TO SUCK. And that’s it. That’s the end of it. Everything else is just opinion.

I smell your rookie moves, new writers. – Chuck Wendig sobre os erros mais comuns dos novatos. Principalmente explicar demais e explicar demais.

Further thoughts on your story’s midpoint starring Darth Vader – Chuck Wendig sobre como fazer com o que o meio da sua narrativa agarre o leitor, em vez de se tornar uma grande barriga.

5 Storytelling Lessons from the Original Star Wars Trilogy – Nada de blablablá sobre “jornada do heroi”, este artigo tem dicas ótimas sobre a construção do universo e relacionamento entre os personagens.

Eddy Rivas: Bad Writing Habits I Learned From Video Games (Plus A Few Good Ones, Too) – Escrever “como video-game” tem suas vantagens e desvantagens…

Five Storytelling Lessons From The Force Awakens – Você já deve ter lido três ou quatro artigos com o mesmo título, mas este nem cita jornada do herói, focando em coisas legais como “Worldbuilding Can Be About What You Don’t Show” e “Fuck Yeah Inclusion”.

Great Opening Sentences from Classic Fantasy NovelsGreat Opening Sentences from Classic Fantasy Novels
Great Opening Sentences From Science Fiction Novels
How To Create A Killer Opening For Your Science Fiction Short Story
Três artigos sobre as primeiras palavras da narrativa. Além de dar ótimos exemplos nos dois primeiros links, Charlie Jane Anders explica melhor o efeito de cada escolha para as primeiras palavras no terceiro.

Pixar – What makes a story relatable? – Você sabe como fazer o público se identificar com seus personagens, com sua história? Existem vários caminhos. A Pixar ensina alguns deles.

Michael Arndt About The 5 Steps He Learned at Pixar to Write a Good Beginning – É uma fórmula? Sim. Mas é uma forma danada de boa, que vale a pena conhecer. Porque se tem uma empresa que entende desse negócio de histórias é a Pixar. Step 1: Show Your Hero Doing What They Love Most – “Usually what you do when you’re introducing your main character is that you show them doing what they love most. This is their grand passion, it’s their defining trait, it’s the center of their whole universe.

Cassandra Khaw: Vexed About Voice – Cuidado com conselhos literários, nunca leve algo dito por outras escritoras (ou professoras, ou palestrante) com o coração tão aberto. Primeiro, veja se faz sentido para você. Este artigo exemplifica bem uma das questões mais importantes da narrativa: voz.

What Exactly Makes A Damn Good Story? – Chuck Wendig sobre um dos maiores dilemas da escrita literária. Nós sabemos a técnica, sabemos juntar trama, conflito, personagens… Mas o que raios faz de um livro uma boa história?

The Snowflake Method For Designing A Novel – Não sou um grande fã de métodos rígidos e sisteminhas, mas esse método tem algumas boas sacadas que você pode (ou não) acrescentar ao seu próprio processo.

Data Mining reveals six arcs of storytelling – Utilizando inteligência computacional e análise de sentimentos, uma equipe analisou 1.700 obras clássicas da literatura para identificar os arcos narrativos mais comuns.

Show vs Tell – The limits – Robert Repino num artigo que abriu meus olhos. Às vezes, contar pode ter um efeito mais poderoso do que mostrar.

25 Reasons Why I Stopped Reading Your Book – Chuck Wendig lista 25 pecados cometidos por autores novos e veteranos. Se cabe lembrar que a lista de 25 motivos de cada leitor é única, alguns conselhos são universais, como este: Another thing I need that you’re not giving me: stakes. This is tied into the context. But if I don’t know the stakes — what can be won, what can be lost, what’s on the table — then why am I reading? Why are we here? Where are my pants?

An Illustrated Guide to Writing Scenes and Stories – Uma bela aula de escrita criativa de Jeff VanderMeer: “Basically, I thought it would be useful to take some very dramatic job that a character has — in this case, a dragon slayer– and demonstrate how it is that the average day of a dragon slayer is no different than the average day of an insurance salesman, in terms of not necessarily being of any interest to a reader.”

10 Things Stranger Things Taught Me About Storytelling – Aproveitando a carona na Kombi do hype, Chuck Wendig lista 10 lições de Stranger Things para escritores.

This book is broken, and other things I tell myself while writing – V. E. Schwab: “Authors often talk about murky middles or needing to stick the landing, but I’m going to be honest. For me, writing a first draft is one long doubt-ridden roller coaster, punctuated by brief moments of hope and long swells of you-suck-you-suck-you-suck.”

How to Be a Writer: 10 Tips from Rebecca Solnit – Rebecca Solnit: “Write. There is no substitute. Write what you most passionately want to write, not blogs, posts, tweets or all the disposable bubblewrap in which modern life is cushioned. But start small: write a good sentence, then a good paragraph, and don’t be dreaming about writing the great American novel or what you’ll wear at the awards ceremony because that’s not what writing’s about or how you get there from here.”

Here’s How To Finish That Fucking Book, You Monster – Chuck Wendig: “That book you’re writing is mewling again in the dark. It’s a half-formed thing — all unspooled sinew and vein, its mushy head rising up out of the mess of its incomplete body, groaning and gabbling about this life of misery it leads. Its life is shit because you haven’t finished it. It’s flumping along on stump legs, pawing its way through your hard drive, bleating for attention. It needs words. It needs plots. It needs resolution.”

6 Different Ways Sci-Fi/Fantasy Characters Avoid Traditional School – Por que o seu mundo fantástico precisa ter uma escola tradicional? Existem outras formas de ensino e aprendizagem que podem ser exploradas para um worldbuilding mais rico.

NaNoWriMo Pep Talk: The Pure Fucking Joy Of Getting It All Wrong – Chuck Wendig: “We tried to think if we’re somehow inadvertently instilling this in him, but the teacher assured us: this is most kids. Most children want confirmation that they’re doing this right. I said, chuckling oh-ho-ho, that this is true of most adults, too, especially writers. I said it as kind of a throwaway, but then I thought: Yeah, no, that’s exactly writers.”

How to Title Your Novel – Kristen Kieffer – Não sou grande fã de formulinhas, mas também sou muito ruim em encontrar títulos para as minhas obras, então vale a leitura. 😉

Sobre a Vida e a Escrita

Como receber uma crítica – Depois de tanto trabalho, escreve, revisa, escreve, ela vem. A rejeição. Como lidar?

A Caneta na Pedra: “Não existe distintivo de escritor” – O convidado João Pedro Lima, que recebe para escrever, investiga uma dúvida que aflige quem escreve profissionalmente: em que ponto você pode mandar fazer sua carteirinha de escritor?

Como voltar a escrever – Enrico Tuosto: “A cada dia que minha constância era interrompida, tirar as palavras da minha cabeça e colocá-las no papel parecia mais difícil. Encarar a página em branco se transformou num fardo. Então eu atingi um ponto de ruptura: travei completamente numa história (que, na minha cabeça, seria um livro). E travei em todas as histórias que tentei começar ou continuar depois dessa. Passei semanas seguidas sem escrever.”

Emma Newman: The Untrue Truth Of “Write What You Know” – O conselho “escreva o que você sabe” não precisa ser literal, é possível revisitar as próprias experiências e modificá-las ao construir personagens mais ricos. (Você ainda precisa de alguma experiência…)

Neil Gaiman’s 8 Rules of Writing – Gosto muito da oitava regra: se você tiver autoconfiança o bastante, você pode fazer o que quiser. 🙂 Perfection is like chasing the horizon. Keep moving.

Jason Gurley: Five Things I Learned Writing Eleanor – O artigo todo vale a pena, mas esta frase me apertou o peito: “Sometimes you aren’t ready to write the book you’re writing”

F. Scott Fitzgerald on the Secret of Great Writing (Brain Pickings) – “But the amateur can only realize his ability to transfer his emotions to another person by some such desperate and radical expedient as tearing your first tragic love story out of your heart and putting it on pages for people to see. That, anyhow, is the price of admission. “

Writers: When In Doubt, WWYLI have been doing this writing thing professionally for — *coughs into hand* — about 16 years. (And, for another fun number, in a few weeks I turn 40. Holy shit who let that happen?) And if there exists one thing I can tell you with great certainty, it’s that you will one day have to deal with the inevitability of burnout.

Five Things I Learned About My Writing Career While Running A Half-Marathon – Tee Morris: “Those are your Neil Gaimans, your Chuck Wendigs, your Elizabeth Bears, and your Delilah S. Dawsons. They are setting the pace for the rest of us, but that doesn’t mean you compare yourself to them. You don’t say “I must suck at writing because I’m not there.” The pace setters never start at the head of the pack. They train for that shit with each book. They hit personal bests on sunny days. They slog through to the end on the worst. They focus on the story in front of them, not the stories and storytellers around them. As Chuck would say, you do you.”

Discutindo a publicação

CabulosoCast #138 – Auto-publicação é desmérito? Pretendo debater autopublicação no Viver da Escrita, e este episódio do CabulosoCast é um ótimo ponto para se começar.

Dedinhos aqui, dedinhos aliFalar mal [do autor brasileiro], julgar suas obras como fracassos em escala nacional é crueldade. Somos uma nação que está despertando lentamente para o mundo das letras. Não se pode exigir uma sinfonia de quem está apenas aprendendo as primeiras notas. Tudo começa com “dedinhos aqui, dedinhos ali”.

Terminei meu livro, e agora? – Taissa Reis sobre a importância da leitura crítica.

A falácia do escritor de verdade – um pequeno grande desabafo – Este post de Lucas Rocha me fez pensar. A princípio, porque eu estava na mesma situação há pouco tempo e por me torturar demais com a frase “eu deveria estar escrevendo”… Mas ao mesmo tempo, o caminho que escolhi é diferente. Recomendo a leitura e reflexão.

Desvende os caminhos do autor até a publicaçãoEscrever é uma arte. Um dom. E transformar tantas ideias em centenas de páginas capazes de transportar as pessoas a outros mundos é quase mágica. Mas como realizar o sonho de milhares de aspirantes a escritores que buscam apenas uma oportunidade de levar as suas obras para leitores de todo o mundo?

O editor-empreendedor e a qualidade da literatura infantil brasileira – Renata Nakano aborda o cenário de publicações de livros infantis, e a necessidade cada vez maior do editor-empreededor para inventar novos modelos e ser criativo para fazer o livro chegar às crianças.

O desprezo pelo leitor – Ana Cristina RodriguesO que me preocupa e provocou esse texto é a quantidade de escritores de literatura de entretenimento (seja Fantasia, Ficção Científica, Romance, Erótico, Mistério, Suspense, Terror, ‘Chick Lit’, etc) que tentam medir, controlar e criticar o comportamento do leitor.

Como ter o seu livro publicado – “Terminei meu original. E agora, o que eu faço?” Escrevi um longo artigo respondendo a essa pergunta (longo mesmo, eu deveria ter transformado em um ebook exclusivo a vocês. Leiam lá!)

6 coisas que você não deve fazer para publicar seu livroAfinal, escritores que brincam de serem escritores acabam caindo nas mãos de editoras que brincam de ser editoras. E não podem sequer reclamar.

Checklist do Escritor Independente – Rodrigo Assis Mesquita faz um bom checklist do rascunho à publicação. A newsletter também traz ótimas dicas e referências para autories.

Como saber se você está sendo enganado, – No começo do mês a comunidade de escritores estava num bafafá em torno de uma certa proposta inescrupulosa de uma certa editora. O Lucas Ferraz juntou alguns bons links sobre o assunto.

Agentes e agenciamento – Ana Cristina Rodrigues explica o básico do agenciamento literário. O que é tradicionalmente cobrado e o que não é, para você não cair em ciladas.

Tenho 300 reais e quero ser escritor. O que fazer? – Não estamos no meio de nenhuma polêmica, mas vale sempre lembrar: autoras, não caiam em ciladas. A Soraya Coelho juntou algumas iniciativas interessantes sobre a escrita que valem o seu dinheiro.

Alison Morton – Indie writer? Please don’t do these things – Um artigo semelhante ao anterior, mas mais ranzinza e pé no chão.

Andrea Phillips: Throw Everything At The Wall – Às vezes o melhor que você pode fazer para lidar com o inesperado é tentar várias coisas diferentes. Contos, jogos, roteiros e o que mais a vida chutar na sua direção.

Slaying The Dragon: Social Media For Writers, And What That Means For The Success Of Your Book – Chuck Wendig: “Your words are not a meme-based parasite that drives them to seek your words in other quantity. (I’m working on that, but so far the science has failed me.) Often enough, though, we pretend this is the case. That social media success is the same as book success, or that one follows the other, or that they’re intimately connected — two forces cosmically joined in word-squishing fornication.”

Sobre ler e escrever

A importância de ler diferente, de Bruno Alves“Se você ler somente os livros que os outros estão lendo, você só pensará aquilo em que os outros estão pensando.” Ou cada escritor é único porque é a única combinação de tudo o que leu e viveu.

6 coisas que aprendi editando a TrasgoSe você for aprender de outros escritores, não leia apenas os grandes, porque se você o fizer se tornará tão cheio de aflição e medo de não ser capaz de chegar nem perto do que eles fizeram que você parará de escrever. Eu recomendo que você leia muita coisa ruim, também. É muito encorajador. “Hey, eu consigo fazer muito melhor que isso.” Leia as melhores coisas, mas leia aquelas que não são tão boas também. Os melhores são desencorajadores.”

O limbo dos livros esquecidosO limbo é democrático, e acolhe iniciantes desconhecidos, literatura comercial, clássicos contemporâneos, clássicos mais que consagrados. Sofro um pouco quando um amigo querido, e são vários, lança um livro e confessa aquele frio na barriga de “agora vai”. Puxa, não vai.

Vida de Escritor – Pesquisar é preciso – Gian Danton conta uma história que todo editor conhece: a do autor que se recusa a ler referências porque quer escrever “algo original”.

Para que serve a literatura? – Bruno OliveiraEm certa ocasião, tal como consta nos registros históricos, um repórter perguntou ao grande escritor português José Saramago para que servia a literatura, e o prêmio Nobel respondeu: “A literatura não serve para nada”. E deu graças a Deus (bom, não precisamente ao criador, já que Saramago era ateu, mas agradeceu a algo) por existir, neste mundo tão utilitário alguma coisa que não possuísse um fim prático.

Ficção Científica para Iniciantes – Lady SybyllaSyb, eu nunca li ficção científica, o que você pode me indicar??” ou “Li Tal Autor e não curti, o que você me indica?. Essas são perguntas comuns que aparecem aqui pelo blog ou pelas redes sociais. Encontro muita gente traumatizada por ter lido livros de FC que não curtiram ou que nunca encararam FC como uma literatura que valesse à pena ler, que não a achavam “séria”.

Da ficção futurista ao realismo científico – O escritor Nelson de Oliveira aborda algumas questões filosóficas e morais que percorrem várias obras da ficção científica, num ensaio excelente que aumentou (ainda mais) a lista de livros que quero ler.

Ficção fantástica: notas de uma palestra para cronópios, famas e esperanças – Nelson de Oliveira: “A ficção fantástica apresenta ao menos duas características, dois ingredientes fundamentais que, reunidos, diferenciam esse gênero dos demais gêneros literários: a subversão das leis da natureza e a inflexão filosófica.

Why Science Fiction Writers are Like Porn Stars – A incrível Charlie Jane Anders jogando sal na ferida em um texto maravilhoso, com passagens como esta: “Porn stars and genre writers work fucking hard, and sometimes get screwed over.”

Why More Practice Can Make You A Worse Writer – And What To Do Instead – O artigo é um pouco exagerado para vender o curso, mas o conceito é muito interessante: sem um guia, você pode acabar escrevendo muito e aprendendo pouco. A solução? Copiar. Sim, exatamente.

Immerse or Die – Como leio muita coisa amadora e autopublicada, achei ótimo esse critério: o livro tem 40 minutos para me conquistar. Três erros graves que te puxam para fora da leitura e está fora. Achei uma margem de tempo até generosa e comecei a aplicar isso às minhas leituras. (Curiosamente, o primeiro livro que não passou no teste não foi autopublicado, mas um que comprei na promoção de uma editora).

Why the British Tell Better Children’s Stories – Como os britânicos são mais ligados às suas raízes pagãs, seus contos infantis são menos carregados de moral e apelam mais às crianças. Segundo a mesma lógica, se nós, brasileiros, nos ligássemos mais ao nosso folclore, esreveríamos histórias infantis melhores. Aí, gostei.

The Case for Very Short Novels – Não sei quem disse que um bom livro tem que ter pelo menos duzentas páginas. Sou um grande leitor de contos, novelas e noveletas, e muitas delas marcaram mais do que livrões. There’s no room for digression. No room for passenger writing. Every word is doing a job. So pay attention. A short novel is an event, not a trip.

Writers Need An Escape Hatch – Jaye WellsFor several years, I threw myself into becoming a Real Author. I wrote and wrote and wrote. My vacations were usually spent at conventions. All of my friends were writers. In my free time, I read to keep up with the market. My dream had come true, but there was this nagging sense that I was missing something.

Mais Referências Sobre a Escrita

O que é um conto? – Outro dia um amigo estava me perguntando sobre contos. Mais especificamente, se eu tinha alguma dica para escrevê-los, já que um conto não é um romance em miniatura. Um conto é um monstro particular.

25 Sites e Referências para Escritores – Algumas dicas de cursos, revistas e publicações que tratam do ofício.

Podcast 3 páginas – O podcast 3 páginas, capitaneado por Fábio Fernandes, é uma ótima referência para quem está começando. Os hosts e convidados fazem uma leitura crítica e comentários “ao vivo”, na lata.

Curta Ficção – O Podcast do Pacotão Literário – Jana Pin e Thiago Lee estão na área com um novo podcast literário. E o melhor: um formato ágil, sem enrolação, de programas de apenas 30 minutos.

Como ler EPUB e por que ele é muito mais legal que PDF – Um texto que se originou da minha frustração. Quero ler conteúdos bacanas publicados por aí, mas tenho um certo probleminha com PDFs.

Sobre escrever – Érica Bombardi criou uma página em seu site onde reúne vários artigos sobre escrita e literatura. Tem muita coisa boa lá. (Inclusive alguns itens que venho trazendo nas últimas edições.)

Posso citar marcas ou trechos de outras obras no meu livro? – O convidado Rodrigo Assis Mesquita, advogado com experiência na área de direitos autorais, responde a essa dúvida de tantos autores. Afinal, pode ou não pode?

* Newsletters bacanas! *

André Vianco – Vivendo de Inventar – O André Vianco envia com frequência convites para hangouts exclusivos. Não consegui participar de nenhum ainda (meus horários malucos), mas vale a pena tentar.

Rodrigo Assis Mesquita – Grifo Negro – Essa é nova, mas vamos ver o que ele está aprontando. 🙂

Aline Valek – Bobagens Imperdíveis – Ótima para quem gosta de textão. 🙂

Eric Novello – Estranho Mundo – Essa é muito bacana para fãs do escritor (sempre tem atualizações sobre trabalhos atuais), além de boas dicas de livros e cultura.

Thiago d’Evecque – Pequenos Deuses – Boas dicas para novos escritores e algumas boas dicas de leituras.

Fábio Barreto – Escreva a sua História – Mais um minicurso que uma newsletter, vale conferir.

Diário da Capitã – Lady Sybylla – Opa, essa é só para apoiadores do Padrim do Momentum Saga.

 

Frase do dia: Eu talvez possa estar desenvolvendo uma sutil obsessão por elefantes...

Foto: Fotos: Reiterlied Flickr via Compfight cc , Gus and Ollie Flickr via Compfight cc , Silvain de Munck Flickr via Compfight cc , Ms Premise-Conclusion Flickr via Compfight cc e Scorpions and Centaurs Flickr via Compfight cc

Postado em Referências no dia 8 de janeiro de 2017

Um Comentário

  1. Oi, Rodrigo!

    Tudo bom com você?

    Cara, quero agradecer por você ter indicado um dos meus textos. Me sinto lisongeado de verdade.

    Um grande abraço e que 2017 seja de muita produção,
    Nano

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