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News 40: Encantadores de Dragão

Olar vocês! #40

Ter uma filha pequena me ensinou várias coisas. Uma delas é que você não pode prometer prazo de nada para ninguém. Então seguimos com essa newsletter esporádica. Um dia eu juro que ela volta a ser mensal.

Estou testando mudanças sutis no formato da newsletter, espero que gostem! Ah, a partir desta edição ela vai também para o site do Viver da Escrita. (Alô!)

Beijos de luz no coração,
Rodrigo van Kampen


* O que ando aprontando *

+ Amanhã começo a ministrar uma oficina de seis semanas no SESC Bauru chamada “Como perder o medo de escrever ficção“. Quem for da terra do misto-quente-com-tomate, apareça! (Sei, rosbife e tralalá.)

+ Tem conto meu na Mafagafo, revista incrível capitaneada por Jana Bianchi, que publica contos seriados. O conto “Encantadores de Dragão” conta sobre uma menina que enfiou na cabeça que vai se tornar uma maga a qualquer custo. Leia “Encantadores de Dragão” na Mafagafo!

+ Sou um dos convidados da Casa Fantástica, que vai acontecer durante a Flip lá em Parati. Para o evento acontecer, ele precisa juntar todo o dinheiro necessário até amanhã pelo Benfeitoria. Corre para ajudar, está quase!

+ Tem uma Trasgo novinha no ar! Deu trabalho e vale a sua leitura!

+ Convidei a Anna Martino para dar mais uma oficina bem bacanuda pelo Viver da Escrita: O curso “Como pesquisar e escrever quando não sobra tempo”. Totalmente online, dá para fazer de qualquer lugar do mundo. Nas palavras da Anna:

Se você quer escrever, mas não tem muita ideia de como organizar a vida para fazer caber a ficção mais a vida real (pagar as contas, lavar a roupa, fazer o almoço, não matar seu supervisor…), chega mais. Juro para você: dá para fazer tudo. Pode não ser na velocidade que você imagina, mas organizando direitinho, todo mundo escreve.

Aproveite que ainda tem vaga no preço promocional!

+ Vou dar uma oficina de Storytelling, SEO e Escrita Criativa. O curso é online e tem um conteúdo especial para quem quer contar histórias na internet.

+ Dei um tempo das redes sociais. Há praticamente um mês não abro mais o Twitter ou Facebook, e cogito tornar esta decisão definitiva. Ainda vou escrever sobre a experiência. Se quiser falar comigo, é só responder a este e-mail! 😉


* Se quiser um único link para clicar, escolha este: *

A inacreditável vida de Animal, a maratonista que mora há 17 anos no Ibirapuera – Chico Felitti : Quando está entediada, ela se pinta, coloca suas roupas mais coloridas de corrida e vai para a avenida Paulista para “dar pinta”, como define. Dorme no sofá da Fnac no meio da tarde. Faz amigos em lugares improváveis. Uma das pessoas mais próximas é Edson, um o dono de um box de venda de jóias e bijuterias em uma das galerias da avenida Paulista que hoje vendem mais capa de celular do que qualquer outro produto. É na galeria de Edson que ela comprou muitos óculos da sua coleção, de quase cem.


Trasgo 17 no ar!

A linda capa desta edição é ilustrada por Daielyn Cris Bertelli, aproveitem para conferir a galeria da artista. Abrimos com Felicitas Ex Machina, de Alexandra Cardoso, um conto de um futuro não tão distante sobre IAs, controle e liberdade, com um final de arrepiar. Depois viajamos ao fim do mundo e de volta com O Último Dia, de Rodolfo Salles.

Em M.I.A., de Victor Gerhardt, visitamos uma inteligência artificial onipresente que deixa de se comunicar conosco, isolando-se em seu núcleo. E André Caniato nos apresenta A Folia dos Mortos, um belo conto sobre os mortos, a vida e o fim da estrada.

Gritos, de Érica Bombardi, é um conto rápido, visceral e sublime. Encerramos com Esperando Simone, um conto de ficção científica futurista de Rodrigo Assis Mesquita que me deixou com lágrimas nos olhos quando fazia a seleção de material.

Leia agora! É grátis 😉


* O que li por aí *

* * Sobre escrever, publicar e ter filhos * *

Zen in the Art of Short Fiction Titling – John Joseph Adams : Short fiction titles have a lot more work to do. Short stories don’t have a publicity department. They don’t get trailers. Short stories don’t (usually) get cover art. They don’t have marketing budgets. Even if your story is lucky enough to be an exception to the above, keep in mind that short stories are often reprinted, and whenever the story is reprinted it’s extremely unlikely any of that ancillary material will be reprinted with it. So, in almost every circumstance, the only thing the story will have to speak for it is its title. So when you’re coming up with a title, you’d better make it a good one.

Forasteira nas fronteiras da escrita – Aline Valek : Queremos pertencer; por aceitação ou por contraste. O pertencimento vem principalmente através do consumo. O que compramos e o que vestimos; onde moramos e com quem falamos; o que lemos e o que assistimos. Os rótulos servem bem ao propósito de encontrarmos facilmente nas prateleiras tudo aquilo que vai ajudar a reforçar nossa própria identidade (como fãs de rap, por exemplo, ou como leitores de ficção científica) e a dialogar com pessoas que falem o mesmo idioma das nossas preferências. Assim nós mesmos podemos nos tornar embalagens com rótulos mais definidos, mais fáceis de identificar na prateleira. Mais fáceis de amar.

Como pontuar diálogos – Jana Bianchi : Por isso, resolvi compilar todas as questões importantes sobre o tema, incluindo exemplos. A ideia é que esse texto seja um guia prático pra consulta em caso de dúvida, mas também achei importante tocar nos aspectos mais teóricos da questão.

O BOOM DO CONTO FANTÁSTICO NACIONAL – Ricardo Santos : Entre coletâneas e revistas de contos gratuitas e à venda, em e-book e livro físico, o nível das histórias vai do regular ao excepcional. Vale muito a pena investir nesses autores novatos ou já com uma boa estrada percorrida. Você encontrará verdadeiros tesouros escondidos, que não devem nada ao que é produzido pelo mainstream e publicado pelas grandes editoras.

A bad equation – Austin Kleon : The bad equation “for every child you lose a book” and all that “Pram in the Hall” nonsense is the kind of toxic thinking that gives writers an excuse to be negligent parents — “Nobody remembers Shakespeare’s children,” Faulkner growled — but it also severely underestimates the creative potential of children.

* * Robôs comunistas, cultura e tradições esquecidas * *

Love, Death, and Other Forgotten Traditions – Dorsa Amir : So why is it that, despite having immediate access to virtually every area of knowledge, we Westerners paradoxically fail to directly share the most important of these insights with the next generation? Sometimes intentionally under the banner of protecting young minds, sometimes unintentionally as a result of the way our communities are structured, we dam critical information and force new generations to start from scratch, leaning on their own intuitions and the scant experience of their peers to chart a way forward. From birth and parenting to death and burial, we have built a knowledge dam that makes it harder to lead successful lives.

Communist robot dreams – Victor Petrov : Tasked with creating such cyborgs and the theory behind them, many of these technical intellectuals started worrying about the effect on humans in general. Their debates moved out of the labs and onto the pages of the premier philosophy journal in the country, as well as popular-science magazines with names such as Cosmos and Orbit, aimed at teenagers and adults alike. The Bulgarian reader was increasingly treated to debates about what humanity would be in this new age.

Why We Forget Most of the Books We Read – Julie Beck : It’s true that people often shove more into their brains than they can possibly hold. Last year, Horvath and his colleagues at the University of Melbourne found that those who binge-watched TV shows forgot the content of them much more quickly than people who watched one episode a week. Right after finishing the show, the binge-watchers scored the highest on a quiz about it, but after 140 days, they scored lower than the weekly viewers. They also reported enjoying the show less than did people who watched it once a day, or weekly.

The Disturbing High Modernism of Silicon Valley – Cal Newport : Where we’ve gotten in trouble, he notes, is when we “[deny] the existence of human nature, with its messy needs for beauty, nature, tradition and social intimacy” — leading us to believe that we can radically reshape humans through technology and reason alone into a better, more efficient existence.

* * Contos Recomendados * *

Sun, Moon, Dust
Ursula Vernon / Uncanny Magazine

“Allpa received the magic sword from his grandmother, as she lay dying.
“I’m afraid I don’t really need a sword, grandma,” he said. ”

Carnival Nine
Caroline M. Yoachim / Beneath Ceaseless Skies

One night, when I was winding down to sleep, I asked Papa, “How come I don’t get the same number of turns every day?”

Felicitas Ex Machina
Alexandra Cardoso / Revista Trasgo

“Na escuridão do armário, Gabriela Ferdison ouvia os sussurros das máquinas. Ela se apertou contra os casacos de invernos e as botas empoeiradas, certa de que ninguém a encontraria.


Como pesquisar e escrever quando não sobra tempo

Curso online com Anna Fagundes Martino
Data: 10/07/2018 às 19:30

  • Como evitar o mito da musa inspiradora.
  • Como organizar um calendário de escrita e ser produtivo com meia hora por dia.
  • Como não se perder na produção — O exclusivo método Donovan.
  • Como não sentir inveja dos amigos escritores.
  • Como divulgar o seu trabalho sem ser (muito) chato.

>> Saiba mais aqui! <<


* Rapidinhas *

Jana Bianchi agora tem um site próprio. Anna Martino também. Vai ver!

O Podcast Curta Ficção lançou o spin-off “Entreficções“, com leitura dramatizada! O primeiro episódio traz o conto “O futuro é um país estrangeiro”, publicado originalmente na Trasgo.

Falando em podcast, que tal apoiar o Padrim do Perdidos na Estante, que pegou o bastão para continuar o legado do Cabulosocast?


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Frase do dia: Do Bulgarian Communist Androids Dream of Shared Electric Sheep?

Foto: Jânio Garcia para o conto na Mafagafo

Published in Newsletter no dia 8 de junho de 2018

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