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News #42: Hobbie, trabalho, carreira e vocação

Nesta newsletter de numeração especial, trago uma novidade bacaninha: agora você pode fazer o meu curso de escrita literária sem precisar esperar abrir turma! Como assim? Explico ali embaixo. E também a nossa tradicional seleção de links com os melhores textos que encontrei por aí sobre cultura, hobbies, escrita e música experimental contemporânea.

 

 * O que tenho aprontado *

+ Como conciliar redação criativa e SEO em seu blog – Texto meu escrito a convite para o site da ABBV, com algumas dicas de como escrever um texto mais cativante.

+ Chuveirada – Um miniconto em diálogo – Coloquei esta semana no ar ali no meu site.

+ Alô, Jundiaí. Acho que já posso divulgar que vou ministrar um curso sobre “Como escrever para a web”, onde falo um pouco sobre como escrever e roteirizar para a internets, além de escrita criativa e como encontrar o seu público. O curso vai acontecer no SESC, e começa dia 11 de outubro. Não tenho certeza de quando o SESC abre as inscrições, mas vale ficar de olho.

+ E a grande novidade…
NOVA TURMA (eterna) DO MEU CURSO DE ESCRITA LITERÁRIA!

Mudei um pouco o formato do meu famoso curso de 10 semanas, onde, além de mandar semanalmente um conteúdo didático e afiado para você que quer entender os mecanismos da escrita de ficção. Agora, em vez de abrir uma turma, o curso pode ser adquirido em qualquer momento na loja do Viver da Escrita.

Saiba mais e compre o curso aqui!

+ Também, novos cursos em breve, escritos por gente muito mais legal que eu! Aguardem!


Agora vamos aos links?

* Se você quiser um único link, escolha este *

On Distinguishing Between Hobbies, Jobs, Careers, & Vocation – Elizabeth Gilbert : Não costumo compartilhar vídeos nesta newsletter, mas se você souber inglês, assista a este breve comentário, de 10 minutos, onde a autora de “Comer, Rezar e Amar” explica a diferença entre hobbie, trabalho, carreira e vocação. Libertador.

* Sobre escrever e ler *

Lições literárias em Jesus Chorou, dos Racionais MC’s – Aline Valek : No final das contas, não importa muito se aquilo é 100% real, se aquele telefonema realmente rolou ou se Brown chorou com esse caso. O que importa é a verdade que essa história conta, a de um homem dizendo “ei, todo mundo passa por isso, de ter um amigo filho da puta”, ou dizendo “ei, homem pode chorar, não precisa sentir apenas através da violência”. Isso cria identificação com o leitor, faz com que ele crie uma conexão emocional com aquela história. E isso é poderoso demais.

Aprende com tua nêmese – Luiz Bras : Tanto a ficção erudita quanto a ficção de gênero já esgotaram há muito tempo seus recursos naturais. O problema da ficção erudita é a falta de conteúdos novos e o problema da ficção científica é a pouca diversidade formal. A ficção erudita só voltará a pensar em alto nível conceitual quando começar a expressar as questões do pós-humano, por exemplo. E a ficção científica só se tornará um gênero também de alto nível estético quando reconhecer na poética barroca uma aliada, não uma adversária.

5 livros infantojuvenis de fantasia para aprender a lidar com a morte – Fernanda Castro : A fantasia se tornou minha melhor aliada para entender a perda porque é pragmática e porque fala com poesia sobre o mundano. Quando lemos sobre feiticeiros em busca da imortalidade, não estamos nos apegando a uma promessa de não-morte, mas sim aprendendo a admirar a beleza e inevitabilidade dos ciclos. A fantasia ensina que os caminhos são sábios ainda que desconhecidos, e que interferir neles traz consequências inesperadas. É um paradoxo, mas a magia, quando tratada com sensibilidade, ensina o leitor a amar o que não é mágico. Ou melhor, ajuda a enxergar que tudo é mágico.

Por que ler os clássicos da ficção científica – Ana Rüsche : Ler um clássico de ficção científica também é uma aventura criativa: um convite ao desconhecido. Embora algumas tramas e personagens sejam famosos, pois fazem parte de nossa memória coletiva, ao ler pela primeira vez, sensações imprevistas surgirão.

* Filosofia, música e não-música *

Why Life Is Absurd – Rivka Weinberg : What if we lived for, say, 500 or 1,000 years? Would our ambition tend to grow to scale, making life seem absurdly short for human purposes, whatever its length? Is it human nature to adopt outsized ambitions, condemning ourselves to absurdity by having conceptions of reasonable achievement that we don’t have the time to realize?

A willingness to be bad – Austin Kleon : Kids his age love to go around thinking that they’re the best in the world at things, and really, who wants to tell them otherwise? You don’t want to discourage them from doing things they love. But the switch towards taking on a practice and discipline is admitting to yourself that you suck and you want to get better.

Listening for Silence With the Headphones Off – Mark Richardson : Among other things, I think of this line in connection with the rapture of portable music listening. As much as I love this activity—and man do I love it—I’m also aware that I might be losing something by living inside of my headphones. The feeling of wholeness, of a fully integrated sense of self, taking in my immediate surroundings with all of my senses simultaneously, truly feeling the present.

The Sounds of Music in the Twenty-first Century – Alex Ross : The score for Jennifer Walshe’s “THIS IS WHY PEOPLE O.D. ON PILLS / AND JUMP FROM THE GOLDEN GATE BRIDGE” begins with the instruction “Learn to skateboard, however primitively.” Performers are asked to acquire the rudiments of the sport and then to re-create the experience while playing whatever instrument comes to hand.

* Produtividade, ou não *

Against Productivity – Quinn Norton : In the end my trip to Puerto Rico didn’t turn out how I’d hoped. I barely wrote anything. I complained to myself about myself a lot. I took a lot of long walks and so-so pictures. I edited part of a book, but that didn’t take long. I sat around getting both anxious and bored from how little I had gotten done. I had no idea how vital that time was when it was passing.

In Praise of Extreme Moderation – Avivah Wittenberg-Cox : Why does it seem like you can’t throw a paper airplane in some offices without hitting a person who is training for a marathon, planning a 10-day silent meditation retreat, or intending on scaling Kilimanjaro? On top of working 24/7 for a company that doesn’t pay overtime? Extremism is becoming the norm not only in our professional lives but increasingly in our personal lives as well, from politics and parenting to food and fitness.

You Don’t Owe Anyone An Interaction – Caroline Garnet McGraw : When you say, “I don’t owe anyone an interaction,” you’re not harming anyone. You’re just reminding yourself of what is true. It’s not your job to people-please or walk on eggshells. Rather, your job is to live with love and integrity.

* Para olhar a Terra e a humanidade por um outro ângulo *

The Earth’s carrying capacity for human life is not fixed – Ted Nordhaus : But threats of societal collapse, claims that carrying capacity is fixed, and demands for sweeping restrictions on human aspiration are neither scientific nor just. We are not fruit flies, programmed to reproduce until our population collapses. Nor are we cattle, whose numbers must be managed. To understand the human experience on the planet is to understand that we have remade the planet again and again to serve our needs and our dreams.

Homo Electric and the Trillion Dollar Time Trial – Angus Hervey (Future Crunch) : A clean energy transition is about more than just switching over to renewables. It’s a fundamental rearrangement of the way energy is harvested, distributed and used. It’s not just replacing creaking coal plants with shiny solar panels or swapping car engines for batteries. It’s about restructuring our entire energy infrastructure, moving away from an old centralised system, characterised by predictable flows and powered by dense fuels that are easy to transport, to a decentralised one with turbines, panels, batteries and millions of smaller, smarter connections that gather energy from diffuse, less predictable sources, and concentrate it inwards. It’s not a fuel swap. It’s a whole new way of organising the built environment, the most basic structures of modern life.

Design’s Lost Generation – Mike Monteiro : Yes. You will sometimes lose your job for doing the right thing. But the question I want you to ask yourself is why you’re open to doing the wrong thing to keep your job. Without resorting to the level of comparing you to guards at Japanese Internment Camps, I’d argue there are paychecks not worth earning.

To Post, or Not to Post? – Eloghosa Osunde : The general sentiment online these days is that we cannot afford to look away from the carnage, that it is irresponsible to do so, that the anger must stay fanned, must grow bigger and persist. We cannot afford to forget. That if we’re online and have access to everything falling apart, the least we can do is add our voices to the furor. The more voices, the better the chance the message will be heard. This is our shared role in the war: speaking up, staying angry enough to act, being up in arms, fighting back one post at a time. This is how we show we care for the communities we’re part of. Never by being silent, because silence means you’re either uncaring, or indifferent or unaffected, or even worse, so insulated by your own reality that you are (or are becoming) unseeing. And isn’t that how you make a monster? Let it feel like having a heart is optional. So you, non-monster, wonder where to face.

* Contos recomendados *

Godmeat
Martin Cahill / Lightspeed Magazine

The godmeat stank of hibiscus and saltwater. Its noxious divinity threaded through the kitchen, the air itself feeling suddenly buoyant in its wake. If Hark closed his eyes, he could almost imagine himself on the beach where Spear had killed the Sea Mother; pale green water lapping at his feet, miles of white sand stretching into the distance, while pink blossoms bobbed in the surf. He could almost see Spear standing on top of the godthing, her weapon shimmering with the blue blood of the dying Beast.

Ressaca
Janayna Bianchi Pin

— Que o corpo sirva e a alma descanse — disse Brásia, pousando o cadáver do filho na areia.
Era a única vivalma na praia da capitania de Aimerê, mas recitar em voz alta as palavras cerimoniais parecia o certo a fazer.

The Kite Maker
Brenda Peynado / Tor.com

You’ve never seen a kite fly until you’ve seen an alien fly one. Dragonfly wings on their backs trembling with anticipation, these deep sighs from their purple mouths as they’re unrolling the spool. They run with their slow, spindly legs to let the kite pick up speed. When the diamond of cloth is let loose from their skeletal hands, you can see their armored shoulders strain to rise up with it. As the diamond dips and rises on the string, you can hear these great yips, then these wavering trills and the desperateness of their song, how they want to be up there. There were thousands of them at the park the other day, and I swear to god I cried hearing those songs ripped from thousands of alien throats.

 


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Frase do dia: "Se você está se dedicando de corpo e alma a uma carreira que você odeia, está fazendo isso errado". - Elizabeth Gilbert (tradução aproximada)

Foto: Taneli Lahtinen

Published in Newsletter Sem categoria no dia 24 de setembro de 2018

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